-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia

Aqui vou passar pra frente uma fala da jornalista e atriz Mônica Santana como repúdio às situações que passa e já passou nessa vida por ter opinião e atitude:
Sim, eu sou feminista. Sou mesmo. Desavergonhadamente feminista. E não tenho que me envergonhar disso: por que eu, mulher, classe baixa, negra, periférica, nordestina deveria defender um modelo de comportamento, direito e pensamento que em nada me privilegia? Ao contrário, rebaixa, diminui, incapacita.
Ao chegar em um grande shopping da região da Pampulha deparo-me com a seguinte cena: duas crianças pequenas, meninos, um negro e outro branco, maltrapilhos e sujos, sendo acompanhados por um segurança em direção à saída.
Já vi isso acontecer de outras vezes e sempre voltava chateada para casa pensando por que eu me omitira? Por que eu, uma professora e conhecedora dos direitos fundamentais, que acredito exercer a cidadania, não reagira em favor de pessoas, sujeitos de direitos, que passavam por situações de opressão e humilhação? Decidi perguntar ao segurança que os escoltava o que estava acontecendo.