-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
Todos os dias mulheres aparecem nos hospitais de Nairobi contendo a mesma história.
"Eu não consegui fugir. Fecharam minha boca e me levaram para a floresta e me estacaram ao chão" lembra uma mulher.
"Demos de me estuprarem me vendaram e me levaram para uma floresta onde me deixaram."
Médic@s do Hospital da Mulher de Nairobi um dos centros líderes de tratamento ao estupro e violência sexual - dizem que dobrou os casos que afetam a mulher, adolescentes e crianças desde janeiro.
"Desde o começo do mês tivemso 140 casos de estupro e abuso" dissse Rahab Ngugi do Hospital.
Dramaturga e ativista descreve ao Conselho de Segurança da ONU os crimes e atrocidades contra mulheres no Congo.
Por Eve Ensler
Volto do inferno. Procuro desesperadamente uma maneira para lhes contar o que vi e ouvi na República Democrática do Congo. Procuro uma maneira para lhes narrar as histórias e as atrocidades, e, ao mesmo tempo, evitar que fiquem abatidos, chocados ou afetados mentalmente. Procuro uma maneira de lhes transmitir o meu testemunho sem gritar, sem me imolar ou sem procurar uma AK 47.
Desde sábado a tarde 17 mulheres se juntaram em Durban na África do Sul para uma oficina de contação de histórias. As mulheres vieram de lugares distantes como Zimbabwe, Congo, Mali, Gambia, Kenya, Uganda, Brasil e África do Sul, depois de serem selecionadas de um grande número de pessoas. APC-Africa-Women, em parceria com Women'sNet estão organizando a oficina para mulheres documentarem as vidas de mulheres afetadas pela violência na África.

Entrevista a Jamile Chequer , Ibase
Saida Ali: lutamos contra qualquer tipo de violência, contra o tráfico de mulheres, contra a circuncisão feminina, contra o absurdo de não enviar as meninas para a escola
