-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
Segue um post muito legal do Leo Germani sobre a Rainha da Jordânia. Eu já havia visto ela no Pangea Day, onde gostei muito de suas falas. Mas não sabia da existência de um canal seu no youtube, nem tinha idéia do potencial alcance de sua mídia tática...
“Em um mundo onde é tão fácil nos conectarmos, nós ainda estamos bem desconectados.” É como começa o vídeo de abertura do canal da rainha Rania da Jordânia no Youtube.
Não é de hoje que sabemos que o canal FX da Fox tem um conteúdo extremamente machista. Mas agora seu "espírito" está extrapolando os limites da telinha literalmente. O canal está promovendo seu programa Sexy Candid-Camera em banheiros masculinos através de uma saboneteira de parede cuja parte frontal consiste na imagem de uma mulher de saia. E a imagem termina exatamente na saia, um pedaço de tecido que o usuário tem de levantar para passar a mão em baixo e pegar o sabonete...
Pesquisadores de diversos países reúnem-se na conferência "Children and Gender in Film and Television", realizada em Los Angeles, entre os dias 28 e 31 de janeiro, para discutir o que a produção audiovisual tem oferecido às crianças como um retrato de gênero. Os resultados do Brasil relativos ao tema foram levantados pela MultiFocus e serão apresentados em um workshop que se realiza dentro da conferência.
Os desenvolvimentos nas tecnologias de informação e comunicação (TICs) mesclaram os limites entre usuárias, criadoras e disseminadoras da informação. Se você se encontra em um espaço em que a eletricidade é estável e a conexão à internet é acessivel você pode ser um nó poderoso de produção de conhecimento. Algumas barreiras que existem nas midias tradicionais (televisão, radio e publicaçãoes impressas) como custos, algumas vezes monopólio editorial e ambientes
restritos de mídia podem ser superadas.
Já existe uma disparidade entre mulheres e homens no que se refere à mídia de massa tradicional – em termos de representatividade, de ser pauta na agenda, de ter acesso a posições de tomada de decisão e etc. Sendo assim, a publicação na internet pode se tornar um espaço crítico para documentar historias e realidades que são vividas às margens da sociedade.
Se você lê o jornal, você deve notar que quase cada dois dias há uma matéria sobre estupro e agressão sexual. Não é de se surpreender, já que uma entre cada três mulheres no mundo já foram estupradas (veja http://www.gmu.edu/facstaff/sexual/brochures/WorldStats2005.pdf, PDF EM INGLÊS). Mas esses relatos têm algo de muito inquietante e ficcional.
Se coloca a ênfase no sensacionalismo, na história sexual das sobreviventes de estupro, e no estupro cometido por desconhecidos. A realidade, ou seja que a maioria dos estupradores são pessoas conhecidas da sobrevivente – marido, parceiro sexual, amigos, parentes – acaba ficando escondido no entendimento popular do estupro.
O estupro é entendido em termos sexuais, seja como algo que excita, entretem ou transgride. Poucas vezes as matérias jornalísticas refletem o fato de que o estupro é resultado de relações de poder desiguais de sexualidade e gênero.
Rio de Janeiro, 22 e 23 de setembro de 2007
Hotel Novo Mundo - Praia do Flamengo, 20
A Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), o Instituto Patrícia Galvão e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) realizarão a 4ª edição do Seminário Nacional “A Mulher e a Mídia”, no Rio de Janeiro, nos dias 22 e 23 de setembro de 2007. A proposta do seminário é proporcionar um espaço de reflexão sobre o comportamento da mídia brasileira e latino-americana em relação às mulheres.