-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
O HIV/AIDS é rodeado de preconceito e falta de entendimento. Quando o HIV/AIDs começou a atrair a atenção pública nos anos 80, as pessoas achavam que era uma doença que somente afetava os homens homosexuais. Nas décadas seguintes, se investiu muito esforço para conscientizar sobre a realidade complexa do HIV/AIDS, exatamente porque é o estigma que resulta em uma vulnerabilidade maior e a expansão dessa pandemia global.
Foi só recentemente que se destacou a especifidade das mulheres e das meninas nas políticas, nas pesquisas, nos programas e na distribuição de verbas para o HIV/AIDS. As mulheres representam quase metade das 40 milhões de pessoas que vivem com HIV no mundo, e a taxa de infecção entre as mulheres está aumentando. Elas (especialmente as mulheres jovens e as meninas) estão vulneráveis por causa da desigualdade de gênero, as normas sociais e culturais, a pobreza, a biologia, e particularmente, a violência contra as mulheres.
Os desenvolvimentos nas tecnologias de informação e comunicação (TICs) mesclaram os limites entre usuárias, criadoras e disseminadoras da informação. Se você se encontra em um espaço em que a eletricidade é estável e a conexão à internet é acessivel você pode ser um nó poderoso de produção de conhecimento. Algumas barreiras que existem nas midias tradicionais (televisão, radio e publicaçãoes impressas) como custos, algumas vezes monopólio editorial e ambientes
restritos de mídia podem ser superadas.
Já existe uma disparidade entre mulheres e homens no que se refere à mídia de massa tradicional – em termos de representatividade, de ser pauta na agenda, de ter acesso a posições de tomada de decisão e etc. Sendo assim, a publicação na internet pode se tornar um espaço crítico para documentar historias e realidades que são vividas às margens da sociedade.
Somente procuramos ajuda quando precisamos dela. Mas as vezes, é bom ter por perto o número de algum serviço de atendimento telefônico ou centro de apoio à mulheres em situação de violência doméstica. Primeiro, porque sempre imaginamos que a violência é problema de outras pessoas até acontecer conosco. E segundo, porque é bom estar preparada para ajudar a quem pode estar precisando sem que a gente saiba.
Sou Tininha desde sempre. Nasci em Minas, fui criada na Bahia, adolescência em Sampa e agora moro na Bahia novamente.Filha de mãe hippie-solteira-batalhadora.
Desde pequena gosto de plantas, bichos e crianças. Acho que brinquei muito na infância, sempre morei em casa com quintal e vista para o mar. Sou de Yemanjá e acho que por isso tenho fascinação pelo mar.

estou compartilhando isso de última hora, mas a ação de hoje, penúltimo dia da campanha, é reconhecer e celebrar as heroínas e as pioneiras, especialmente nos campos da tecnologia e da ciência. as heroínas e pioneiras do passado, do presente e também, claro, quem está construindo ((re)tomando?) o futuro.
no inglês pode se dizer "sheroes" em vez de "heroes" para enfatizar essa contribuição das mulheres, que tantas vezes são eclipsadas, mas eu não encontrei nenhum trocadilho parecido em português. mas espero que o uso da forma feminina de herói e pioneiro dá o mesmo sentido.