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Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner (Aussig, 28 de novembro de 1924 — Seropédica, 5 de outubro de 2000) foi uma engenheira agrônoma pioneira em biologia do solo.
A agrônoma Johanna Döbereiner é a sétima cientista brasileira mais citada pela comunidade científica mundial e a primeira entre as mulheres, segundo levantamento de 1995 da Folha de S. Paulo. Suas pesquisas, fundamentais para que o Brasil desenvolvesse o Proalcool e se tornasse o segundo produtor mundial de soja, poupam ao país um gasto anual proximo a 1,5 bilhões de dólares e tiveram impacto direto na economia nacional. Seu trabalho com fixação biológica do nitrogênio permitiu que milhares de pessoas consumissem alimentos mais baratos e saudáveis, o que lhe valeu a indicação ao Nobel da paz em 1997. No entanto, a cientista é praticamente desconhecida no Brasil.
Naturalizada brasileira, formou-se em Engenharia Agronômica em 1950 pela Universidade de Munique e poucos meses depois foi para o Brasil, onde foi contratada pelo então Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícola, atual Centro Nacional de Pesquisa de Agrobiologia da Embrapa, localizado no município de Seropédica, estado do Rio de Janeiro. A cultura da soja no Brasil foi grandemente revolucionada por seus estudos sobre fixação biológica de nitrogênio, os quais proporcionaram o desenvolvimento de uma tecnologia capaz de diminuir ou até mesmo eliminar a dependência de adubação nitrogenada na cultura, poupando atualmente entre um e dois bilhões de dólares por ano. Tal tecnologia faz com que o Brasil tenha o menor custo de produção de soja do mundo, se estabelecendo como um dos maiores produtores.
Ocupou a vice-presidência da Academia Brasileira de Ciências.
Em 1989 foi a ganhadora do Premio de Ciências da UNESCO.
Em 1997, Johanna Döbereiner foi indicada para o Prêmio Nobel de Química.
fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Johanna_D%C3%B6bereiner
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