-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
No dia seguinte após o fechamento de uma clínica no Jardim Piratininga, em Limeira, interior de São Paulo, a polícia civil começou a investigação de 200 fichas de mulheres que passaram pela clínica.
Os documentos foram apreendidos, junto com os equipamentos e a polícia alega que são parte do inquérito policial.
O delegado Marciano Martin afirmou que após as investigações, a polícia saberá se todos os casos são de abortos. Os cadastros podem ainda ser referentes aos atendimentos ligados à acupuntura.
O médico ginecologista Lélis Passos Valente foi preso em outubro junto com Orlando Jorge de Freitas e a mulher dele Eliana Mileris em outubro de 2007. No último dia 28 de abril o médico foi solto através de liminar do Supremo Tribunal Federal.
Ainda segundo a polícia, através dos registros, será apurado de onde são essas mulheres.
No fechamento da clínica, a polícia prendeu D.M., de 27 anos, grávida de três meses, que iria realizar um aborto.
A mulher foi autuada por tentativa de aborto consentido baseado no Artigo 126 cc Artigo 14 do Código Penal Brasileiro e foi liberada após pagar fiança de R$ 500 (!).
A campanha da igreja e de seus representantes no congresso "em defesa da vida" mostra-se, na verdade, cada vez mais, como uma ampla perseguição policial contra as mulheres.
Extraído de :
Causa Operário on line - PCO