-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
O grafite é um meio jovem e contemporâneo que a arte encontra para levar suas idéias, informações e expressões para o público em geral independente de gênero, raça ou classe social. Seu lugar é a rua. Por isso, atinge a todos sem discriminação.

As experiências de fomento da produção cultural e de exigibilidade da aplicação da Lei Maria da Penha apontaram para a necessidade de se criar novas formas de fazer o debate acontecer, sobretudo, na população jovem. Neste sentido, o grafite se mostrou um potencial instrumento de multiplicação e expressão. Por outro lado, trata-se também de possibilitar às grafiteiras o desenvolvimento da arte e sua utilização em beneficio da própria sociedade. Com isso, cria-se uma nova forma de debater a questão da violência contra a mulher partindo das jovens para outras jovens em estado de vulnerabilidade - como são as jovens da Baixada Fluminense, e se fortalece a cena do grafite pelas mulheres fluminenses.
As oficinas de grafitte oferecem o espaço necessário à informação sobre a Lei e seus mecanismos. A partir do contato e da exibição de vídeos de encontros de mulheres grafiteiras as jovens das comunidades são estimuladas também para sua emancipação em relação a qualquer atividade que deseje exercer mais não dispõe da auto-estima e da referência necessária para tomar a iniciativa. A concretização do grafite dentro da comunidade através de um painel feito pelas grafiteiras e alunas se reverte em beneficio para estas, trabalhando a questão no próprio território e possibilitando o direito a vida da mulher de forma ilustrada em espaço público, atingindo outras mulheres, homens, crianças, jovens, adultos e idosos, possíveis vítimas e agressores.
Além da informação para exercer seu direito a mulher necessita de órgãos realmente capazes de garantir a sua segurança e prestar assistência as suas necessidades. A partir de experiência neste processo a ComCausa verifica-se a necessidade de diálogo entre sociedade civil e poder público para que as ações sejam potencializadas. Neste projeto as promotoras/grafiteiras ocupam artisticamente espaços destinados à vitimas e também agressores, como as DEAMs, expondo o empenho da sociedade e de outras mulheres em diminuir as diferenças e trazer a consciência e a consolidação do Direito da Mulher.
O projeto atende diretamente 15 grafiteiras que são capacitadas para serem Promotoras Populares da Lei Maria da Penha e 120 mulheres de comunidades da Baixada Fluminense que aprendem a arte pública do grafite, trocam experiências e se tornam multiplicadoras da lei.
Informações: 3045 6642 - email arteepensamento@comcausa.org.br
Formação de Promotoras Populares da Lei para jovens das comunidades
Associação de Moradores do Bairro Grajaú – Cerâmica – Nova Iguaçu.
05 de abril - sábado - 09h: Oficina de capacitação da Lei Maria da Penha; Oficina de Desenho.
06 de abril - domingo - 09h: Graffiti Arte Pública – Grafitagem na comunidade.
São João de Meriti - Quadra do Peti na Vila Rosali.
26 de abril - sábado - 09h: Oficina de capacitação da Lei Maria da Penha; Oficina de Desenho.
27 de abril - domingo - 09h: Pintura
do Muro na Comunidade.
CIEP Chão de Estrelas - Bairro Carmary - Nova Iguaçu.
17 de Maio - sábado - 09h: Oficina de capacitação da Lei Maria da Penha; Oficina de Desenho;
18 de Maio - domingo - 09h: Graffiti Arte Pública – Grafite na comunidade.
Encerramento “Graffiti Arte Pública” na Delegacia de Apoio à Mulher de Nova Iguaçu.
08 de Junho - Grafitagem no Muro da DEAM Nova Iguaçu com performances artísticas.