-espaço-tempo-vestimenta para repensar gênero e tecnologia
Estávamos lá eu (tati), fabs, fabi borges, marcinha e lelex. A nossa apresentação não estava tão concorrida como outras (como a mesa da Fabs sobre o software Blender ;) mas tivemos um bom público, de aproximadamente 20 pessoas. No dia anterior conversávamos sobre o que iríamos fazer e fabi sugeriu de provocar as pessoas ali presentes e seguimos a sugestão da letícia de brincar com o subtítulo do festival – a tecnologia que liberta. Foi assim que com uma câmera entrevistamos mais de 20 pessoas perguntando: Estamos aqui no Fórum Internacional do Sofware Livre – a tecnologia que liberta. Você acha que o software livre liberta as mulheres? As respostas foram as mais diaparatadas possíveis, algumas lúcidas outras estonteantes como a de uma menina: “não, tecnologia não é coisa de mulher”!!! Fizemos ainda uma outra pergunta: Você sabe o que é pornografia livre? O que causou um silêncio quase constrangedor nos meninos, imaginem!!
Durante a nossa apresentação, eu fiz uma pequena introdução da história do g2g, o que é, como foi criado, depois tomamos um pequeno susto porque o saravá, servidor que hospeda nosso site, estava fora do ar! Falei também sobre tics e tags. Tics como as tecnologias que instrumentam as nossas pesquisas e tags para dar conta da multiplicidade de históricos pessoais das meninas que habitam o espaço g2g e os temas que trabalhamos. O gênero sendo nosso ponto de convergência. Então seguimos para mostrar os depoimentos que captamos, o que foi bem bacana!! Não precisamos falar muito porque as entrevistas diziam tudo: foi claro que ainda estávamos muito longe de libertar as mulheres, que naquele espaço ainda éramos muito poucas. Tratamos de tentar explicar porque: desde sempre fomos domesticadas para a casa enquanto o homem tratava do lúdico e das tecnologias de ponta. Fabs deixou bem claro que não estávamos ali numa posição de ensinar nada, que o g2g era um espaço de aprendizado e ensinamento mútuo, um espaço em que a nossa vulnerabilidade técnica era tratada com carinho e segurança. Explicou também o conceito de espaço seguro que Tori já escreveu tão bem sobre .. ;)
Como todas as vezes que falamos publicamente, fomos questionadas do porque sermos um espaço exclusivo para mulheres. Foi Marcinha que da platéia respondeu: pela necessidade de primeiro termos um espaço seguro que podemos nos articular em pé de igualdade, para depois virmos ao público mais fortes sabendo que o espaço “lá fora” é um espaço de disputa. Acho que fez sentido para tod@s. Uma pessoa da platéia interviu para citar uma recente pesquisa da Sociedade Brasileira de Computação que fala de como o número de mulheres tem diminuido na área da computação. Achei uma matéria na Net sobre isso. http://g2g.sarava.org/pt/node/186 Lelex falou de como o grupo é um espaço privilegiado e de como se sente abraçada nesse espaço. Falamos de alguns temas controversos que tratamos como prostituição e pornografia livre e mostramos a segunda sequência de vídeos, e bem, acho que aí a apresentação se descambou um pouco, porque era a drica quem tinha q estar lá! No submidialogia mostramos um videozinho do “girls who like porn” e então ficou bem claro, mas ali não tivemos tempo para isso, e acabamos nos perdendo no tópico.
Finalmente o Drupal voltou ao ar mas nosso tempo já estava acabando. Teve uma pergunta sobre o Drupal sobre o módulo de vídeo e dentre as mil coisas que tínhamos que fazer optamos por criar o perfil da Marcinha no blog, e então o tempo acabou!!
Sobre a participação feminina no FISL ela deixou muito a desejar, basicamente mesmo o gênero sendo um dos temas que o fórum se dispõe a tratar só haviam 2 mesas sobre o tema sendo que uma delas foi cancelada! E a mesa que sugerimos vetada!! http://www.midiatatica.org/principal/node/145 Eu e Fabs fomos prestigiar a única outra mesa portanto, a da Ra e o Cholo, argentin@s que organizam a sétima jornada do software livre que acontecerá em agosto, em córdoba http://www.grulic.org.ar/ e ali el@s descreveram muitas das coisas que sentimos e fazemos por aqui então tem tudo a ver a gente se organizar para prestigar nossas hermanas!
Finalmente, ainda tivemos uma pequena reunião sobre o /etc eu, fabs, nah do coletivo mão na máquina e birosca, de goinânia e patricia fisch, tech do paraná que ensinou o filho de 11 anos a fazer instalação de sofware livre! e integrante da lista do metareciclagem. Conversamos sobre o formato, data, autonomia etc e vimos que apesar de sermos muito diferentes em nossas foremas de atuação, inclusive ideologias, temos um interesse comum que é fortalecer as mulheres que trabalham ou querem trabalhar com as TICS, um outro email com mais detalhes será enviado prá lista do /etc brasil, participem!! http://systerserver.net/cgi-bin/mailman/listinfo/etc-br